CONTOS EM CANTOS
PRIMEIRO ENCONTRO DOS FILHOS E AMIGOS DE ITAPEBI
 
"Quanto riso, oh quanta alegria!
Mais de mil palhaços no salão..." - Zé Keti e Pereira Matos
Recordo-me muito bem daquele momento de singular beleza, de confraternização, de congraçamento, de encantamento, de êxtase/transe, de encantos mil, de abraços apertados e fraternos, de amores proibidos e mal correspondidos, também de desamores; de rios de lágrimas a jorrar e inundar a alma daqueles simples  mortais, ‘talvez imortais’ ante a nossa história de vida.
De fitar os olhos sobre cada canto/recanto da cidade histórica, e deixar a memória retroceder no tempo, numa verdadeira e grata regressão temporal, de reviver, recordar momentos já quase esquecidos, ante à apelação atribulada do cotidiano cruel da cidade grande.
De contemplar a beleza ímpar da sacada de igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, tendo como pano de fundo o nosso Astro Rei a refletir seus magníficos raios, sobre as águas claras e mornas do velho Jequi, tal qual um imenso espelho natural; que estendeu seu manto sagrado para acolher com toda sua graça àqueles filhos pródigos que partiram ainda meninos para desbravar os Brasis deste imenso continente chamado Brasil.
...Arlquim está chorando.
 
Esta estrofe de uma antiga marchinha dos carnavais de outrora, sintetiza o momento mais sublime que Itapebi já viveu em toda a sua História, quando seus filhos ausentes se reencontraram na cidade ‘presépio’ da Bahia, de rara beleza que encanta a todos os que a visitam. Encravada entre belas cadeias de montanhas, rasgadas pelo valão gigante do Jequitinhonha. Muitos desses filhos tiveram que deixar o leito materno e seguir outros cursos, vagar à vã sorte por lugares nunca dantes imaginados, para tornarem-se professores, maestros, doutores da vida.