Bruno de Souza Lamarca

 

Natural do município de Belmonte, nasceu na fazenda Vicentino ou Nova Esperança, em 22 de fevereiro de 1936.

Seu pai José Lamarca veio da Itália e fixou residência na região onde conheceu Antônia Pinheiro de Souza com quem se casou e teve os filhos Daniel (Daé), João, Dinaldete, Vicentina (Tina), Maria Itália (biá) Edi, Everaldo, Marina (Caboclinha) e Carmelia (Carmem).

Bruno trabalhou na prefeitura municipal por varios anos, na administração de Clovis, Renato e por ultimo na gestão de Floriano Cachoeira, como fica geral das obras.

Grande desportista e colaborador, tanto como dirigente como atuou também como árbrito apitando partidas importantes nos campeonatos regionais e locais.

Outra grande partcipação de Bruno Lamarca e tem como marca registrada nos carnavais de Itapebi, "Os Guaranis" cordão de caboclos que defilava magestoso até surgirem "Os Tipinabás" cordão de caboclos de dona Betinha Vasconcelos e que teve também a participação de Passarinho, um mineiro que veio pra ficar, época em que surgiram também "a marujada" cordão carnavalesco de dona Iraci Vasconcelos onde todos se vetiam de marinheiros, o "Cordão dos Negros" e, comandado por Etelvino, o "Bloco de Batucada" com inovação de toques no samba, sem deixar de citar alguns precursores como o "Cordão dos puxa-sacos" que não paravam de se aumentar e do bloco das "Telefonistas" e muitos outros.

  O ÚLTIMO GUARANY
 

Eu trago meu arco na mão, se Deus consentir eu ir, eu sou o rei dos índios e minha aldeia é Guarany".

Na cultura de um povo, falar de mortes não é fácil. Vida, sinônimo de ganhar e morrer sinônimo de perder, não lembramos que as perdas nos ensinam lições - e muito difíceis - sobre a vida e o viver. Não lembramos que tudo que amamos são emprestimos finitos. De que a dor pelos que voam ao desconhecido, em tão somente semtimentos de perda porque ficamos e, no vazio de impotências e tristezas, chorando saudades, por quem partiu.

Chorosos em lágrimas internas que inundam os coraçõe, do Cordão de Caboclos Guaranis, nos deixou um último...o último Guarani, amigo, mestre, que nos ensina em mais uma lição que "se chorar é "preciso", sofrer não é preciso. Por essa ou por outra, perda porque desaba a libertar a dor que liberta do peito nos diz que não perdemos mas um Guarany que na morte nos traz as lições.

Esse aprendizado o eterniza em nós que ganhamos com ele, alegres quando olhavamos alegria com vestimente de caboclo, passando nas pedras de Itapebi ganhamos na memória eterna, muito de prazer, muito em ver e muito do outro desfilar.

Então, o Guarany não é perda, mas ganho. E certos da presença, agora virtual, nas lembranças e corações, "nunca" se perderá.

Recebido com honras, em rito de passagem, como foi nos carnavais, agora recita com os outros "Na cidade Itapebi, habitava antigamente tribos de índios selvagens, raça brava e valente....Pelo toque do boré, me diga caboclo guerreiro, caboclo mais forte quem é?

Ainda tem caboclo debaixo da sambambaia...

Para cantar do Cordão de Caboclos Os Guaranis e tirar das lições que Bruno deixou, a escola Ponto de Cultura avança na história.