Natural de Feira de Santana, no ano de 1933 trouxe sua família para a então Pedra Branca, quando vieram com ele sua esposa Marcolina Neco Suzart e sua filha Eulina Suzart, recém formada como professora, pela primeira turma da Escola Normal de Feira de Santana e logo foi nomeada, em 22 de abril de 1933 para lecionar na Escola Estadual de Pedra Branca, assumindo, inicialmente, uma classe em Maçaranduba, uma fazenda no distrito de Cachoeirinha. O filho Moisés Suzart, na ocasião, estudava Direito em Salvador. Sua esposa, Dona Marcolina, conhecida como Dona Maninha, gostava muito cantar e tinha também um gosto apurado pela culinária, em especial pelos doces de leite.
De início vieram passar uma temporada pois pretendiam voltar para a terra natal mas foram ficando e criando raízes. Comprou a parte de uma fazenda na região de Santa Maria Eterna, onde passou a cultivar o cacau e ao mesmo tempo formava um grande círculo de amizades, muitos compadres pelos quais nutria muita afeição e companheirismo.
Manteve por muito tempo a sua profissão
que tornou um habito e estava sempre
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com uma pasta de couro, vendendo remédio contra picada de cobra (uma substância o
qual cortava
o efeito do veneno no organismo da pessoa) e que fazia o efeito desejado pois a procura era grande não só pelos fazendeiros da região como também por pessoas que porventura eram picadas por cobras na cidade.
Simples, humano, sempre esteve pronto a ajudar a quem necessitasse, principalmente os mais humildes. Aos sábados, tinha também o hábito de andar com um "embornal" e todos os sábados no comércio da cidade e de |
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casa em casa passava pedindo uma ajuda para Felipe, um senhor paralítico, a quem ele mesmo levava o que recolhia, subindo as ladeiras.
Mandou construir uma pequena casa no final da rua em que morava para abrigar pessoas sem teto, doentes e os alimentava, "uma missão espiritualista" - como ele mesmo dizia.
Ecologista por natureza, o quintal da sua casa era um verdadeiro pomar, onde cultivava, também, ervas medicinais que eram oferecidas, as plantas, para chás e infusões a quem precisasse. Já pregava a preservação da natureza a qualquer custo.
João Batista, por ter nascido no dia de São João Batista, 24 de junho, todos anos acendia um fogueira em frente a sua casa, ocasião em que recebia amigos e parentes para saborear a deliciosa canjica e o licor feitos por sua esposa. |