LUCIANA                      
   


LUCIANA LACERDA

   

 

 

Seus pais Rubens Aragão e Maria Gonçalves, vieram do interior do Ceará no início da construção da capital federal. Em Brasília se conheceram, casaram e tiveram três filhos.
Luciana, junto com seus dois irmãos, viveu entre Brasília, Goiânia e Fortaleza onde se encantou pelo mar e o jeito despojado e brejeiro das pessoas da região. Do interior do Ceará onde passou muitas férias, guarda boas lembranças de conversas nos bancos das praças e da dura realidade do sertanejo.
As inovações mudaram, para sempre, as relações sociais, na sua família. -"Pude transitar pelo teatro, pela dança e pelo desenho ao mesmo tempo que explodiam bandas de rock como Titãs, Capital Inicial e Legião Urbana" disse Luciana que, nas oportunidades surgidas, cursando Educação Física passou, no ano de 1992 a cursar, na UnB, Arquitetura e Urbanismo, dando espaço à paixão pela forma e composição dos espaços.
Em 1996, grávida da Marcela sua primeira filha, resolveu dar vazão à vontade, já há tempos latente, de fotografar, comprou a primeira máquina fotográfica e, de uma viagem ao interior do nordeste, surgiram  as primeiras imagens coloridas e em preto e branco. Levou a brincadeira à sério e então nasceram 3 séries, Barracão e Impulso,     expostas nas Galerias do
Espaço Cultural da 508 sul em 1997, e Cromos no Teatro Nacional em 1998 durante o Panorana das Artes Visuais no Distrito Federal.
Trabalhou como fotógrafa por uns

 

anos, desenvolvendo trabalhos publicitários, fazendo fotos para revistas e um jornal da cidade, mas tinha uma preferência  em fotografar shows mucicais com seus efeitos de luz.
-"Da fotografia fui para a pintura, quando vivi o momento mais introspectivo da minha vida.
Pintar é expressar as coisas numa linguagem não verbal e a maneira que encontrei de dizer aquilo que não me cabia mais".
Expos em alguns cafés da cidade, participou de mostras de talentos do Espaço Cultural Marcantonio Vilaça no Tribunal de Contas da União onde é servidora. Em 2005, integrou o grupo A Fotografia da Diversidade, em 2006 expos Refotografias e quadros integrantes do trabalho As pessoas do segundo andar e A casa que conheci, uma série de pinturas e textos e, em 2007, mostrou um trabalho sobre subjetividade e sustentabilidade com uma instalação chamada Livro digital - Entre sem bater.
Hoje, mãe da Marcela e do João, pinta e escreve, além de desenvolver pequenas criações em garrafas recicladas e multimarcadores de livros.
-"Na internet tenho um esconderijo, onde começo a publicar fragmentos escritos e divulgar um pouco desse fazer, que me dá prazer".

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Os anos 70 foram marcantes na luta pela igualdade dos direitos das mulheres, pela liberdade de expressão e pela efervescência da criatividade e novas idéias. Nesse cenário de infinitas transformações, também em clima de comemorações pela conquista do tri-campeonato de futebol no México, no dia 31 de dezembro, ainda no início da década, no ano de 1971 nascia Luciana que virou artista plástica, fotografa e mais tarde servidora pública, atualmente no Tribunal de Contas da União.