Tânia Suzart Leônidas Dias
      Raulino Teixeira Adilson Flores Adony andrade
   
 
   Roberto Marcelino de Oliveira

Aos oito anos, com um lençol caindo sobre as costas e uma bíblia nas mãos, ele brincava de celebrar missa, junto com os colegas. Nessa época, também costumava ir sozinho à igreja e se encantava, particularmente, com as homilias. Anos mais tarde, o que era diversão virou coisa série na vida do jovem Roberto Marcelino de Oliveira, como se a vocação para o sacerdócio já corresse em suas veias desde o nascimento.

Sétimo de uma família de nove filhos, padre Marcelino nasceu em Itapebi, extremo sul da Bahia. De origem simples, aprendeu desde cedo a correr atrás de seus sonhos. Por isso, aos 15 anos, mudou-se com os tios para Vila Velha estado do Espitito Santo, para trabalhar e estudar. Atuou em concessionária de veículos, banco e até em empresa de importação de máquinas pesadas. Em todos os empregos, colecionou promoções e anos de experiência profissional. Paralelamente, engajou-se no grupo de jovens da comunidade católica de sua nova cidade.

 

 

Em outubro 2008 a paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora em Itarana viveu momento histórico com a reinauguração da Igreja Matriz. Foi reinaugurada em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida – padroeira do Brasil, a missa festiva foi presidida por dom Décio e concelebrada pelo pároco de Itarana, padre Roberto Marcelino de Oliveira.

Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora Auxiliadora é louvada como padroeira nas paróquias de Itarana e Marilândia. O dia da santa é comemorado em 24 de maio.

 

 
 
Ainda na adolescência, passou a viver algumas experiências que ele considera “sinais de Deus no povo”. Uma delas foi quando havia planejado visitar a namorada. No caminho, foi convidado para ver o papa João Paulo II, que estava no Rio de Janeiro. Não pensou duas vezes. Optou por conhecer o Santo Padre. “Essa viagem mexeu comigo”, relata. Logo em seguida, veio outro convite dos amigos: entrar para o seminário.

Nessa época, o jovem já presidia celebrações como leigo. E foi ao final de uma dessas celebrações que ele sentiu ser chamado mais uma vez. Uma catequista antiga e experiente, a dona Marta, perguntou-lhe se estava no seminário. Diante da resposta negativa, a senhora o alertou: “Então, procure o seminário urgente!”. Os sinais já haviam sido suficientes. Assim, ele conversou com o então arcebispo da Arquidiocese de Vitória, dom Silvestre Scandian. Após um ano de encontros de discernimento vocacional, ele decidiu. “Pedi demissão do emprego e fui estudar filosofia, em Montes Claros (MG)”.

Em 2001, voltou para o Espírito Santo para cursar teologia no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória (IFTAV). Por se identificar mais com comunidades do interior do Estado, interessou-se pela Diocese de Colatina. Assim, foi acolhido pelo atual vigário geral, monsenhor Rubens Duque, e pelo então bispo diocesano, dom Geraldo Lyrio Rocha. “A adaptação foi fácil, tive boa aceitação do clero e dos colegas seminaristas”, conta.

Já como seminarista da Diocese de Colatina, Marcelino fez estágio pastoral em São Domingos do Norte e

Colatina, além de ter dado aulas em diferentes instituições. Sua ordenação presbiteral foi em maio de 2006. Após seis meses na Paróquia do Divino Espírito Santo, em Colatina, o jovem padre tornou-se pároco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, de Itarana, função que ocupa desde então. “É uma paróquia agradável, de povo acolhedor”, elogia.

Coordenação de Pastoral: um grande desafio
A formação de leigos e a pastoral sempre foram áreas com as quais padre Marcelino teve afinidade na Igreja. O atual bispo diocesano, dom Décio Sossai Zandonade, observou essa característica e apoiou seu ingresso no cargo de coordenador de pastoral. Além de uma grande responsabilidade, padre Marcelino considera o novo trabalho um desafio, pois a diocese é composta por realidades distintas e, por isso, implementar projetos comuns acaba ficando complexo. “Lidar com essa diversidade exige discernimento. É um trabalho que o coloca em contato direto com as lideranças da Igreja, cada uma com seu próprio rosto, buscando fazer o Reino de Deus acontecer”, explica.

Atualmente, padre Marcelino, que também é psicopedagogo, faz mestrado na área de aconselhamento pastoral, cuja tese pretende concluir no próximo ano. Outro projeto que dirigiu foi a reforma da igreja matriz de Itarana, que tem 85 anos. Para ele, todas essas atividades fazem parte de sua missão como padre. “Ser padre é alguém identificado com Cristo e que está a serviço da Igreja. Mas, o ministério não é exclusivo meu. Eu o exerço quando congrego a Igreja e o povo junto comigo”, pondera.

 

 
Agradecimentos das crianças pelo desempenho de Pe Marcelino na paróquia de Itarana
  dom Décio e Pe. Marcelino
Fonte de informações - acesse    
   
Acompanhe, a seguir, depoimentos de pessoas que participaram da festa de reinauguração da Igreja Matriz.

Fiquei muito surpreso quando o padre Marcelino foi falando e chegando perto de mim. Valeu a pena participar da novena. Foi muito especial para mim! Gabriel Armani Caetano de Almeida, Itarana

A festa de reinauguração da matriz proporcionou tudo de bom à população itaranense, deixando-nos alegres e orgulhosos de fazermos parte desta paróquia. As celebrações mostraram toda a riqueza de uma liturgia bem preparada. Agradecemos ao nosso pároco, padre Marcelino, que cuidou com tanto carinho de todos os momentos desta grande festa. Raquel Luzia Covre, Itarana

Ficamos muito felizes em participar deste evento. Fomos muito bem acolhidas. Vimos a participação das comunidades e do pastor, padre Marcelino, com muito amor e espiritualidade. Maria Adília Colnago, Carolina Binda Colnago e Valesca Colnago Corrêa, Vitória

Acredito que esta celebração fez com que nós, cristãos, valorizássemos mais o sagrado espaço celebrativo. Lembrando que dom Décio cativa e envolve a todos com seu jeito. E o padre Marcelino, com sua coragem e entusiasmo, envolveu a todos e assim as coisas aconteceram. Leonila Fiorotti Galazi, Itarana

Parabéns Pe. Marcelino pela sua disposição, até desafio, pela sua coragem, fazendo com que nosso templo passasse a ficar como uma das igrejas mais lindas do Brasil. Parabenizo também dom Décio pela celebração do dia 12, assim como Pe. Orlando, que com sua humildade foi cativando a todos. Esperamos que outras celebrações tão lindas como foi a desses dias aconteçam. Gostaria de mencionar o nome do meu pai, Thomaz Cei, que acolheu o Sr. Vitório Stringari todo tempo em que colaborou para o término da construção da nossa Igreja.  Olívia Cei de Araújo

Queremos ainda dizer do nosso querido padre Roberto Marcelino: o senhor é um iluminado. Somos gratos por você, Pe. Marcelino, amar tanto a nossa comunidade e acredite, a recíproca é verdadeira. Parabéns pela grandiosa obra física realizada em nosso meio, obrigado pela grandiosa obra espiritual que o senhor realiza em nossas mentes e corações. Deus o abençoe sempre. Paulo Henrique De Martin, Jaudineti De Lima De Martin, Davi De Lima De Martin, Paula De Lima De Martin