CARNAVAL DE UM MÊS |
|
O médico Sócrates e ex-craque, à badalada confirmação da FIFA à proposta brasileira de sediar a Copa do Mundo de 2014 não hesitou: “...será Carnaval de um mês badalada confirmação da FIFA à proposta brasileira de sediar a Copa do Mundo de 2014 não hesitou: “...será Carnaval de um mês...”.
Em 50 o gol do uruguaio Ghiggia silenciou a final da antecipada festa. Naquele ano a gente sem uma alegoria condizente fez a França, ao sabor de seus jogos programados entre uma distância de 3000 quilômetros, literalmente correr do pau e não participar.
No futuro ano 14 deste século com as estradas reparadas, metrôs, o caos da aviação civil solucionado, a volta dos trens, mesmo tudo feito de última hora, como reza nossa prática gestora, os franceses, sem obstáculos a enfrentar – e se classificados – não vacilarão em usar balangandãs e adereços made in Brasil; e dotados de poder de compra incomparável ao real salário daqui, aproveitando o ensejo, com certeza desfilarão em alguma Escola de Samba e sairão dentro das cordas de algum bloco de Trio Elétrico acompanhados com algumas de nossas personagens.
Tá vendo aí, a associação de futebol e samba, me fez esquecer do problema da Insegurança, hoje percebida em todos os quadrantes do país! No festão de Zurique, o responsável por nosso Futebol, o senhor Ricardo Teixeira, não gostou quando uma jornalista canadense quis saber como solucionar a Violência no país, considerado entre os de maior número em homicídios no mundo. Natural que a nossa patriótica comitiva tupiniquim logo entrasse em campo, para revidar a suposta entrada mais dura da entrevistadora. Até o chefe da FIFA, Joseph Blatter, atuando de nosso lado, jogou pesado. Estava na dele, também nunca sentiu nem um arrastãozinho em Copacabana! O presidente Lula, deveras conhecedor de longo tempo das nossas “quatros linhas” e em melhor forma – já que não dispensa um “babinha” na Granja do Torto – do que o cartola da Fédération, usando do profissionalismo e no estilo da velha tática de fazer embaixadinhas, atuou só na bola, se diga |
|
Ora, já que bem se noticia a nossa irresponsável improvisação a exemplo do recente Mundial de Basquete Feminino em Barueri (SP) e do XV Jogos Pan-Americanos no Rio, e o efeito negativo pós-festança esportiva com as instalações construídas deixadas ao léu e não aproveitadas em beneficio social algum, nos resta torcer para que até lá, as cabecinhas pensantes da Organização, governamental ou não, estejam com as mentalidades mudadas.
Profissionalizar os clubes e a aos seus dirigentes uma lei prescrevendo que uma Agremiação não é casa de corrupção, dizem os estudiosos do assunto, seria um dos primeiros passos e urgente, para uma Copa decente e sem subterfúgios. A infra-estrutura esportiva, ou seja, estádios estruturados e confortáveis tornam-se prioridade absoluta; sem eles nada feito. Aqui, o governador baiano abriu o leque e disse que se precisar, construirá um novinho em folha. O Presidente da República a respeito alertou da necessidade de 12. Num país onde é notória a carência de empregos, a construção civil ou as reformas (em menor patamar) dessas praças de esporte obviamente movimentaria a economia.
Então, reformar ou construir novos estádios? O tema é polêmico. A questão é que, como entra governo e sai governo, e não se vê melhorar um tiquinho assim o nível de organização, de planejamento, e sempre há um jeitinho para o desvio de dinheiro público e outras corrupções, parecendo jamais ter havido vontade política em desenvolver a nação, concernente à qualificação efetiva de vida do brasileiro, novas arenas esportivas, se tornariam “mausoléus”, como ainda sugere o ex-atleta do escrete canarinho.
Corrobora com a tese reformista o policiamento exemplar por ocasiões desses eventos: a ineficiência cotidiana dando lugar ao exercício policial de Primeiro Mundo, assusta os olhos dos brasileiros. Depois..., depois o retorno ao normal, como dantes!
Como nosso histórico não é nada recomendável, como seguro morreu de velho, e como não me considero um paciente rebelde a ponto de rejeitar prescrição médica, vou ficando com o doutor. Se o doutor falou, tá falado! |
|