AQUI, BOM, AQUI... |
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Concluíram alguns analistas políticos, após as eleições municipais, em aceitar partido evoluindo mais que outro eleitoralmente; outros acharam ser o tipo de pleito de cunho interno e conseqüentemente independente desta vinculação.
Opto pela segunda corrente e me atrevo a sugerir que apesar das violentas brigas entre as famílias paulistas Pires e Camargo serem remotas aos tempos de colônia, hoje, como ontem –na origem da formação partidária –, o ideário resume-se a continuar o mesmo: a busca do poder pelo poder.
A história em momentos, bem verdade, evidencia associações dotados de ideologias com programas às claras, mas essas nunca tiveram vez por abafadas pelas mais fortes economicamente, aliás, a tese dos defensores do Brasil continuamente governado por partido único, os dos detentores do poder econômico, é um dos aspectos essenciais do enraizamento histórico desse nosso sistema. Sim, revezando com os militares, com aquele na retaguarda e vice-versa!
O esdrúxulo objetivo fazendo gerar administrações ditatoriais que, realimentando como numa bola de neve, a precariedade dessas entidades, deixava sem alicerce a construção de nossa Democracia. Então, essa experiência sufocada à mercê de sucessivos golpes, não era de se esperar em nossos dias uma consciência social predominante a respeito. Não resta dúvida que a concretização do processo de abertura em 1985, propiciou a salutar restauração e formação de instituições chamadas de esquerda, possibilitando chegar ao topo uma delas, mas daí creditar politização partidária à escolha, é encher a bola do nosso cambaleante regime de governo. Houve foi o carisma de um homem simbolizando o desejo de mudar as viciadas gestões presidenciais do país.
Mas a reforma política não veio companheiro, e, assistir exóticas alianças de organizações ditas –tirando as acunhadas de aluguel –, de ideais |
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divergentes, é no mínimo uma colaboração valiosa no aceleramento do desfigurado quadro partidário brasileiro e, assinar sem cerimônia, para nós eleitores, o diploma de despolitizados. E se for levado em conta o procedimento de muitos de seus dirigentes... Sem comentários, sem comentários.
Portanto, à luz das recentes eleições, pode-se concluir que partido não ganha jogo; o eleitor vota no candidato com as suas características e, claro, aceitando a jogada do marketing (enganadora ou não) feita em cima dele. Se o pretendente for coligado do executivo estadual e este estiver efetivamente (à vista de todos, para redundar. Em esgotamento sanitário, obra não afeita a governantes, sugere-se colocar a placa no pé) investindo em tal município, é outra contribuição importante. Na questão da reeleição, se o mandatário administrou como deve, não importa a filiação, a tendência é a confiança do eleitorado na continuidade. E ainda tem a tal da “onda” preferencial que a galera pega sem titubear. Viu também como atualmente se valoriza o número, e a sigla, como que envergonhada, fica lá escondidinha, quase invisível, como bula de remédio?
Ah! Outra que partido nem cheira é a candidatura para vereança. Complicada é essa eleição! Definitivamente a maioria vota por amizade, por algum favor recebido, e por aí vai. Pela oferta de tijolos ou pelo fato do candidato haver soltado um dinheirinho, não, aí não pode. A legislação não permite, ora! E é assim que neste ‘brasilzão’ votaram em Zé do Jegue, Sergio Malandro, Saci Pererê, Popó Cabeça de Pata e outros exóticos registros eleitorais. E veja você que os vereadores são de suja importância no conjunto! Como imaginar um Brasil mens sana in corpore sano se as células são doentes?
Pois é, a relação democrática não importa onde, é fundamental. Viu nos States o vencido no cumprimento ao vencedor oferecer todos os préstimos visando tão somente ao engrandecimento do seu país? Aqui, bom, aqui... Epa! Ia esquecendo que lá os partidos são centenários e bem definidos! |
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