CLARAS OU OBSCURAS
de agir– origina-se daqui da Capitania dos Ilhéus com um tal de “Shopping Center”, quede tão festejada a sua construção, já o vejo com o comércio de lojas e a ampla praça de alimentação em ebulição!
Como vê amigo, é pura ilusão de ótica! Tenho até certeza que essa e outras “propagandas” (não restando à menor dúvida: enganosas) de subsequentes governos baianos, poderão a qualquer momento aflorarem do “Fundo do Baú de Zeleite”. Baú – de propriedade do ex-presidente da Associação Comercial de Ilhéus, e de  pérolas irresistíveis –, ao qual, para as futuras gerações, deixo a dica do “Região Metropolitana do Sul da Bahia”, um sistema (mais ou menos assim ou algo parecido) de consórcios públicos visando melhorar a capacidade de investimento e dos serviços público dos municípios. Manjou o porquê da indicação? Pois é, mesmo achando “metropolitana” um nomezinho meio esnobe, torcerei para que a substituição do nosso tradicional “cacaueira” não fique só nisso, e que quando amanhã o amigo Zé Leite abrir a tampa convexa de sua famosa mala para tirar a renomeada Região, não saia do fundo um simples troca troca de nomes.  
Viu aí a embolada de começar pelo fim do país com Brasília e terminar pelo começo com a Capitania ilheense? Simples inversão, simples inversão! E nem toquei na questão de capitalismo: esse negócio de assistencialismo, desigualdade social, dois brasis etc., etc.!  Esqueci até mesmo de dizer inicialmente que se trata de juízo de valor, de um olhar subjetivo; possivelmente muitos irmãos brasileiros devem enxergar diferente. É isso que me levou na observância da harmonia dos poderes à conclusão do “...ou são claras ou  obscuras”, entendeu?
 

As coisas no que diz respeito aos três poderes da nação ou são claras ou obscuras.
As do Legislativo, embora conhecido como ambiente do debate, da democracia, estão mais para a segunda opção. As mais recentes, surpreendendo brasileiros – e brasileiras como dizia Sarney, o senador – ficaram na história como “atos secretos”, os quais desfiguraram de vez a velha Casa.
O Judiciário é outro que se encaixa nessa obscuridade a ponto de ser considerado o mais difícil de harmonizar com a sociedade, dele se extraindo o “Juridiquês’, um jargão jurídico que parece contribuir e somar ao conceito de possuirmos uma Justiça brasileira ineficaz e lenta, e de terríveis defeitos como o do desvio de conduta dos seus membros, bem como o de “só servir para ricos”.
O Executivo este, devido às prerrogativas lhe atribuídas pela norma republicana made in Brasil, e por conhecer – além de possuir lá suas treitas – de  uma nobre arte, a propaganda dá a impressão de uma instituição aberta, que nada esconde. Esse conjunto de artifícios se estendendo aos demais níveis de poder, ressalto mais uma vez como exemplo, admirando a habilidade do gestor baiano em usá-lo, a ligação rodovia Belmonte/Canavieiras, propagada em verso e prosa e o diabo a quadro por sucessivas gestões, inclusive a atual. Ademais sendo essa abertura institucional obrigatoriamente acompanhada de outra característica, a da “promessa”, é óbvio que a população daquela zona está hoje a ver navios e o início e o término da obra por conta dos outdoors, e da praça pública. Outro exemplinho – porquanto estendível é a “estilosa” maneira    executiva