É CASO DE SOBERANIA NACIONAL

No início da badalação da globalização, estigmatizou-se que o Brasil era um país fechado.

A inverdade tem raízes em ultra-liberais:  economistas ocupantes de postos-chave em sucessivos governos e que destilavam o veneno.

O sucesso do “fusquinha”, das pastas de marca Palmolive, Kolynos, da do sabonete Lux, da Coca-Cola,  desnuda o absurdo. Enfim, quem nunca tomou uma coca-cola?! A lista com a presença e domínio de empresas estrangeiras na economia, inclusive em setores estratégicos, era considerável. No agropecuário imensas áreas de terra foram adquiridas por grupos forasteiros, valendo destaque o fabuloso fracasso do mega Projeto Jarí, na Amazônia. 

Bem dizer, o nosso estilo concedente remota à nossa origem capitalista com a cobiça de lusos, franceses, holandeses, da famigerada Companhia das Índias Ocidentais deitando e rolando em solo nacional.   Fato corroborado em 1808 com o solene – e benevolente – ato de D. João VI: a abertura dos portos às nações (mui!) amigas.

Aliás, ao contrário do que jogavam no ar as ilustres autoridades governamentais, o país sempre manteve a porteira escancarada. Evidentemente à  impercepção deles, havia de ter lá as suas razões. Possivelmente o radicalismo ideológico chamado de direita... Ou, quem sabe, serem adeptos do Entreguismo! Não quero acreditar em “conveniências”; seria o cúmulo! E o escancaramento mais se clareia em FHC, nas suas administrações, com as literais doações de parte de nossa riqueza.

Hoje, com a sociedade um pouco mais atenta, as fatias de   Brasil   ofertadas  na   bandeja aos gringos,   estão

recheadas com freios mais funcionais, e o mais importante é que nela incorporou-se o despertar da consciência – ainda que meio capenga bem verdade – por um novo capital: o tecnológico e o cientifico. A prospecção em águas profundas dominada pela Petrobras é um exemplo;e sua  recente descoberta de petróleo na chamada região Pré-sal, nos dá, confirmada a expectativa e numa conjuntura econômica normal, a esperança de um boom no desenvolvimento socioeconômico.

E é negócio da China! E é tanto de chinês que já rola nos noticiários, países de butuca nos nossos mares, com o furo da inesperada visita da toda poderosa, e reativada, IV Frota Naval dos EUA à Bacia de Santos, umas das áreas onde abunda e adormece o ouro negro. Esses são os tais navios de guerra que –historia-se  –, camuflados  de alemães, andaram bombardeando mercantes nossos, forçando a tomada de decisão de entramos na Segunda Guerra e, quando João Gulart presidente, ancorados em nossa costa, serviram de guardiões – da  Democracia! –  no  golpe de 64. Lembram também da histórica quebra da Bolsa de Nova Iorque em 29? O nosso ‘cafezinho’ entrou na onda, e a gente de gaiato. Agora eles patrocinam, com a derrocada do seu  comércio imobiliário,  outro tsunami  semelhante àquele  ameaçando a nossa praia.

Como se vê o babado da escancaração é velho, e para não mais cairmos naquela máxima popular do uso do cachimbo deixar a boca torta, o mínimo cuidado com os ianques é pouco, porquanto os estragos estão à solta.

Entrar fácil na do livre mercado norte americanista, ficava por conta dos outrora comandantes entreguistas da República, ainda assim, com o atual processo de integração dos países, especialmente de suas economias, poderemos cair na esparrela. Só não pode vigilância estrangeira em território brasileiro. Aí, me permitam: é caso de soberania nacional. Se a globalização consentir, claro!