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É ou não é aprazível a leitura de um livro, de um jornal, nos seus formatos tradicionais no bem bom de uma cama, num sofá, na praia, sentado em qualquer boteco desses por aí, ou mesmo no formal mesa/cadeira? Mas confesso que com a chegada da tecnologia da informação eletrônica, me rendi também a esse novo modo de ler, e claro, de aprender.
Para mim que sou fissurado na de escrevinhar umas e outras sem possuir aquela genialidade de escritor, essa inovação tecnológica, foi, como se diz, uma “mão na roda”, um bate-pronto em minha continuada aprendizagem.
Bem-vinda internet, portanto, que dela busco usar e abusar de tudo: do correio eletrônico aos chamados sities de busca. O Google este, que beleza! como me é importante acessá-lo e obter o conhecimento do desejado imediatamente! Lógico que para me aprofundar no assunto, procuro recorrer a comparações, livros, etc., etc.
O que se questiona sobre a internet é a existência de muita coisa descartável. Correto, e por causa disso se o conteúdo for levado a sério, adiante, deve ser checado, filtrado. Para quem nela pesquisa, não aceitar nada de prima, é recomendável. No meu caso, quando escrevinhando no computador e a consulto pescando algo pesquisado para incrementar a ideia, recorro logo a alguns artificiozinhos gramaticais dando sopa como a indeterminação do sujeito, àqueles verbinhos conhecidos como declarativos etc., etc., justamente para, não distorcendo o fato, deixar clara a autoria ser de terceiros. Sim, a elocução como uma característica individual, fica por conta de cada um, e fim de papo, entendeu? Tôu aprendendo, tôu aprendendo! Não se empolgue rapaz: “não sabe da missa a metade”. |
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Concordei comigo mesmo. Evidentemente eu só nãodevo em absoluto querendo tirar uma de criativo (ou ludibriador), ou de “vivaldino”, na dedução textual modificar o imodificável e colocar, por exemplo, água no lugar de pedra. Ah sim, não posso ver boiando uma palavrinha desconhecida que recorro ao dicionário eletrônico (no PC tem dois: um do mestre Aurélio e outro do mestre Aulete) e, incluo rapidinho em meu parco vocabulário. Ora, elas não estão dando sopa para ser usadas!
Aliás, na de aprender na base eletrônica, sou daqueles recorrentes irrestritos, até as conhecidas “telenovelas”, que alguns intelectuais afirmam servir para alienar, e produzir ilusão. Como nunca entrei na onda desses, vou procurando tirar proveito, em especial na de conhecer nossa língua. Por falar nisso, aplausos para o ator Fábio Lago (o Fabiano da do horário das sete na Globo) nascido aqui na Capitania dos Ilhéus, eleito ator-revelação do ano através do voto popular pelo Arte Qualidade Brasil, uma instituição voltada para promover a qualidade em vários setores de atividade. Tá vendo, acabo de receber essa notícia via e-mail e estou tentando multiplicá-la de maneira resumida, porém, fidedignamente.
Piamente acredito que essa tecnologia virtual chegou para contribuir com a democracia da aprendizagem, da educação. Só tenho uma restriçãozinha –embora não conheça –com o e-book (o livro eletrônico), porque não sei se terei o prazer do manuseio como no de papel.
E assim equilibrando e misturando o moderno com o antigo; lendo, lendo do de lá e do de cá, esta crônicazinha foi parida, e com ela ficando ainda mais convencido que serei sempre um eterno aprendiz. Sacou de onde pesquei esse “um eterno aprendiz”. É isso: do gênio Gonzaguinha. De gênios, talentos, eu creio poder pescar à vontade, visto que, só faz somar e enriquecer.
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