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Li alguns artigos que de suas páginas só saíram lisonjas ao regime militar de 64.
Por conta do “Enquanto isso!!” de Miriam Leitão que em síntese é uma crítica – pelos erros cometidos – aos militares daquele período (e maneira com os de hoje porque estes “demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer”) fez replicar contundente do General-de-divisão Torres de Melo o “General responde a Miriam Leitão”: um escancarado discurso em defesa das Forças Armadas no contexto da história política brasileira. Mas o tema envolvido sugere combinar com 2005, ano da crise petista – via “mensalão” – no governo e que deixara a “classe armada” oficial meio assustada.
O “Militares, nunca mais” de Millôr Fernandes é outro que embora o título pareça antever o conteúdo, relata as realizações (as boas, claro) dos governos dos militares. Aí o famoso cartunista e cronista do “Pasquim”, de verve irônica por excelência, para contrariar a expectativa, satiriza os governos civis da pós-ditadura. Mas como é tido – conquanto de cunho independente – como homem de esquerda, o texto deixa dúvida quanto à autoria. Como fucei a área virtual pra lá e pra cá buscando precisar data e responsabilidade autoral e não obtive êxito, a dose de minha incerteza aumentou.
O mais recente (26/01/2010) foi no DI(Diário de Ilhéus) do conhecido jornalista Percival Puggina. O seu “Não é Bem Assim” também cobre de loas os milicos, apesar de sua clareza em ser contra o emprego da tortura à época. Este é sem suspeita, atualíssimo, e como se sabe, o articulista não titubeia em meter o pau – lá com suas razões – no presente governo.
Como diante das sequentes leituras o meu nível de indecisão ia evoluindo, então matutei: Qual será a razão das notícias estarem brotando com gosto de gás como se um “novo” confronto – militares x civis – estivesse a pipocar?
Ora, daqueles anos, sempre achei que houve “Crescimento” no país. “Desenvolvimento”, como os chefões arrotavam, não, jamais entrei nessa onda. E |
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de fato fomos contemplados com obras monumentais como a Ponte Rio-Nitéroi, as Itaipus, e muitas outras. Contudo, na seguência de minha percepção, fui desenvolvendo uma espécie de ranço a ponto de achar que qualquer coisa originada do “Regime” nada significava.
Buscando a veracidade dos fatos passei a entender que a causa da suposta desavença tinha raízes numa “Comissão da Verdade” vinculada ao Programa Nacional de Direitos Humanos (assinado no final do ano passado pelo Presidente Lula) e que em seu bojo inseria a promessa de investigar abusos cometidos durante o Regime Militar.
No disse me disse das entrelinhas textual os quartéis se rebelaram (digo: o ou os chefes destes), e quase se viu demissões de ministros. Ficou no quase. O incêndio fora apagado, e a situação passara a ficar na “paz entre os homens mandantes”
É isso. Agora grandinho à beça, não entro de prima em dividida como “beque espanador”, nem que a vaca tussa. Nos manjados tiroteios que rolam, procuro logo olhar para a “esquerda” e para a “direita”, e sempre a intuição me manda sair à cata de uma terceira via. Entendeu?
Daí, indo de encontro à “paz entre os homens mandantes”, não poder aceitar do General, que “O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: só os Militares poderão salvar a nação. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia.” de um trecho de seu arrazoado.
Sinceramente, não acredito que tal afirmação tenha tido eco nem no auge do colapso moral da administração Lula tampouco no momento atual. Isso me parece de uma total inconsistência com o, repito, “Desenvolvimento” gerado naquele tempo. Será que os nossos “Haitis” foram originados somente nos governos civis? E depois, nos regimes de exceção, cidadãos (disse um palavrão: cidadãos) não recebem flores!
Também creio que a questão de nossa sociedade não está em os “mandados” exercerem (se isso fosse possível) a “caça às bruxas” frente os “mandantes” (civis ou militares), mas deles os “bons feitos”, servindo de exemplos, superarem os “maus”. Por falar nisso: Quede? Quede? |
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