NA QUALIDADE DE TÉCNICO EM POTENCIAL
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Já não sou mais um torcedor fanático, ainda assim, na qualidade de técnico em potencial, como o brasileiro se julga, meterei o bedelho na Seleção. Não surfarei na onda de malhar o Dunga, porque para mim o seu currículo aponta, tanto em campo como comandando, pontos mais positivos do que negativos. Se ganha, os fustigantes de plantão seriam os primeiros a aclamá-lo herói nacional, Desprezando as picuinhas daqui, v iu o exemplo da calorosa recepção do povo argentino ao Maradona, apesar do chocolate alemão?! Na verdade essa de semideus um a convicção arcaica, por isso não entrarei na questão. Bom, não coaduno com o estilo turrão, respondão e de modos não afáveis do Dunga, mas peitar privilégios de toda sorte com coragem e independência, como o fez, pra mim atitude corretíssima. Ademais fraquejaria feio se após um plano por mais de três anos, prestigiado e vitorioso, ressalte-se, e de uma hora pra outra, por imposições, tivesse de mudar de postura! Foi coerente com o que estabeleceu. Possivelmente tenha lhe faltado “dentro de seu planejamento”, a lógico, num olhar de quem está do lado de cá e distante das cortinas chamad a “flexibilidade”, e, sei lá, um “pouco de humildade”, justamente para possibilitar inserir novas avaliações. Kaká é inegavelmente um craque, e nos “cascos”, como se diz, seria de suma importância ao time, mas para um “torneio” disputadíssimo como é um Mundial , difícil recuperá-lo em dois meses, portanto não deveria ter sido convocado. Como determina a lógica empregada até em baba de praia, a escolha encerra preferência a quem está em melhor forma física e técnica e acrescente se, no momento. Como também avaliar, com espírito desarmado, alguns jogadores internos (atuando no Brasil) considerados à altura do selecionado pela “voz do povo”, e que, como reza o velho ditado, é a “voz de Deus”. Sim, como cabia observar mais cuidadosamente o destempero do Felipe Melo. Pois é, a Copa do Mundo acabou, mas nos deixou algumas lições, e entre elas a da Espanha que, pela |
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raça como jogava, pela vontade, o nomeava de “Fúria”, porém nada ganhara; quando passou a tratar a “jabulani” com carinho, não deu outra: campeã. Justamente ao contrário do compenetradíssimo escrete brasileiro que esqueceu a arte e o nosso jeito malando de jogar, e o pior, passou a ser alcunhado de “guerreiro”. Outro ensinamento estritamente ligado à “ex-Fúria” foi submeter o “talento” ao “conjunto”, e às vezes, vice-versa com o Barcelona base do quadro, experiência de conquista esta, vivenciada pela Seleção Brasileira no passado com o Vasco (olha meu Vascão na área aí gente!) e o Botafogo, para citar somente dois. Nessa de conjecturar sobre a recente e Copas passadas, tornou-se unissonante a voz no Brasil de que podemos formar pelos menos “três” excelentes equipes sem carecer dos da Europa, posição a qual me coloco sob cautela, embora me convença firmemente da possibilidade de formação de “uma”, pra ganhar. Mas como no contexto Futebol de hoje envolve grana à beça, não se é possível prognosticar uma convocação com os”estrangeiros” (jogando no exterior) de fora. Em referência a essa dinheirama envolvida, um ex-fervoroso “canarinho”, Everaldo Cabeça de Flandre, mecânico (e ex-beque de espera do Selecionado Amador de Camamu) aqui da Capitania dos Ilhéus, não hesitando em revelar seu descontentamento, filosofa: “Qualé Seleção! Ela que se f... Você quer que eu torça pra um monte de “mascarados”, todos cheios de dinheiro, e que não estão nem aí em defender a pátria, e a gente aqui se lascando? Para acachapar os caras dizem que perderam por causa da “jabulani” e das inocentes “vuvuzelas”! E depois, com a internet, não tem cristão que não saiba da corrupção lá de dentro, da direção, dos dirigentes. E aqui pra nós: não dá mais pra vibrar com a Seleção com o país capengando em Saúde, Educação e Segurança. Tenho dito que já decidi só torcer pro meu Botafogo e fim de papo”. Tirando a maneira inflexível, a impulsividade e a parte botafoguense exprimidas na locução do nosso profissional em mecânica, no que tange ao meu sentimento perante a Seleção, as causas podem sim, serem as mesmas. |