PASSEIO VIRTUAL

     Ao limiar de mais um censo demográfico e da propaganda eleitoral nas ruas, me deu na telha fuçar o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o conhecido IBGE, para ver como anda a nação brasileira.
         Como são informações que não acabam mais, depois de cliques e mais cliques me detive no banco de dados e o que fiz: elegi alguns indicadores e na lata, um país com bala na agulha para servir de parâmetro.  
         De prima descarto envolver a sempre crescente carga tributária, unissonante desafeição no território. Bom, quando coloco teti a teti EUA (o eleito) e Brasil, os números não parecem mostrar uma grande diferença entre os dois. Os percentuais em relação ao PIB, por exemplo, de gastos com Educação, Saúde e com Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento aplicados respectivamente nos anos de 2004, 2005 e de 2000/2005, pela nação norte-americana, não vão muito além dos realizados pela sul-americana.  Porém, um item, por sinal muito controvertido aqui na Capitania dos Ilhéus, me deixara um tanto embasbacado: o do Turismo. Conclui-se por ele que no ano de 2005 decidiram entrar no país ianque exatamente 49.408.000 (quarenta nove milhões...) de turistas, enquanto no nosso, somente a mixaria de 5.358.000 (cinco milhões...).
        Não questionando a importância de um percentual a mais ou a menos, nem o significativo valor do Produto Interno    Bruto gerado nos Estados Unidos bem como o

 

seu grau de desenvolvimento, das constatações no âmbito social também não nos pareceu tão gritantes.  Deduzo conflitante o fato de nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) estampar 0,813, em 2007, índice na faixa dos países ricos ou em acelerado processo de crescimento econômico, segundo  a ONU, e a recentíssima notícia de que acabamos de ocupar o posto de terceira pior distribuição de renda do mundo que, por tabela, espelha a nossa acentuada desigualdade social. Sinceramente nesse quesito gostaria que o famoso  “país do futebol”, perdesse feio para Venezuela, Uruguai, Argentina, visinhos da latina América, mas que a realidade retrata nossa –infeliz – supremacia.
         Como se nota, os dados mais antigos, apesar da maneira simplória em analisá-los e da carência de mais indicadores, me remetem para uma área de otimismo, já os mais recentes... Aí, como não sou expert no assunto, deixo para estatísticos e analistas descascarem o pepino.
         Ah, chamou-me a atenção as propostas –das mais justas se esclareça– na janela Objetivos do Milênio. Por isso, para não ficar só no blábláblá e, concluindo o passeio virtual, entendo que seria de bom alvitre, aproveitando o momento solene de candidatos a oferecerem soluções de todos os tipos aos problemas brasileiros, que se incluísse a essas metas um linkzinho que viesse a dizer respeito do esforço do Estado Brasileiro em minimizar a já institucionalizada Corrupção Nacional.