OUTROS PERTINENTES PROBLEMAS |
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Vi na televisão que a diferença entre pobres e ricos no Brasil diminuiu, ou seja, a renda dos mais pobres brasileiros aumentou mais que a dos brasileiros mais ricos no período de 2003 a 2008.
Vibrei a ponto de dialogar comigo mesmo: “Viu ó socialistazinho de meia tigela", que o nosso selvagem capitalismo não é tão extremado assim!”. Ao equilibrar a absoluta locução do repórter com o princípio da verdade relativa, o pêndulo balançou e, inclinou-se para um parâmetro, os EUA.
Estados Unidos porque, embora se diga que o bem-estar da população já não esteja com essa bola toda e se questione, pela parca participação popular em eleições representativas, a sua democracia, este país, para o enfoque, continua um referencial.
Inclinação ainda justificável porque, na observação do processo evolutivo dos dois, Brasil e EUA, constata-se entrarem pari passu – ou quase – de gaiatos na do Oriente, se bem que o tal equívoco seja hoje questionado como uma astúcia européia. E por outros aspectos assemelhados, a exemplo do extermínio dos nativos – amenizado aqui com a diplomacia religiosa – e do tratamento aos povos importados da costa africana. Portanto fica descartada aquela esdrúxula tese da colonização mais bem sucedida no norte, porquanto por ingleses!
Como é sabido, no trajeto diferenciaram-se, e um meio para se descobrir a essência da questão em apuro é a comparação do nosso PIB com o dos americanos, abarrotado de dinheiro, além de não ser desprezível a estatura da sua renda “por cabeça” e o IDH (o Índicede Desenvolvimento Humano). |
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Decerto as políticas sociais brasileiras como “fome zero”, “bolsa família” etc., procuram minimizar a pobreza, entretanto, de forma assistencialista. Para um país como o Brasil, com uma grande parte da população a necessitar comer e morar dignamente, nada contrário a esses programas, mas que, paralelos a eles, predomine outros de maior consistência, com o objetivo de, com uma rapidez possível, desatrelar o cidadão do sustento estatal e, possibilitá-lo entrar, produzindo, no mercado de trabalho.
Completa o anunciado televisivo que a diminuição das desigualdades teve base no crescimento econômico e na valorização do Salário Mínimo. Sendo deste modo por que das comparações?
Ora, acredito que o xis do problema esteja no nível. Vulnerável como outras tantas capitalista, a economia norte-americana nem sempre navega em mar-de-almirante, e tem dado brecha a crises financeiras, como a famosa de 1929, conhecida como a Grande Depressão, com efeito danoso no resto do mundo. E em decorrência o país gera os seus sem-tetos, os seus desempregados e os seus famintos (“sem-terra” não, é coisa nossa!) e, igualzinho a qualquer subdesenvolvidozinho, também os seus “vales”, “bolsas” e “seguros”, na busca de solucionar esses males governamentais capitalista. Só que na maior economia do planeta – de desenvolvimento de primeiro mundo como se diz – o pobre não é tão pobre quanto o daqui e tem-se até que uma boa dose da nossa chamada classe média, perdedora de forças há tempos, lá, seria nivelada mais embaixo.
Claro! Claro! Como indubitáveis, a crença se estende a outros pertinentes problemas, motivo de eu continuar na utopia! |
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