balofos, gordinhos mesmo, nossos impulsivos parlamentares, mais essa de corroborar com o privilégio! E a aberração da proposta em si é não ser lavada em conta se foi bom ou mau governante, nem se o cara – e nada impossível! – se enveredou pelo caminho da corrupção!
Degenerou-se então com a evolução a nossa Câmara Alta? A resposta só com uma análise mais acurada. Os pipocos não se dão tão constantes, bem verdade, como na Casa do vizinho, mas quando estouram, no salão não há painel eletrônico, apesar da alta resistibilidade tecnológica, que suporte!
E é tão assustadora a violência que os estilhaços, atingem como na do lado, em cheio a maioria. E alcança um raio de ação enorme que nem mesmo os mais protegidos hierárquicos da histórica “assembléia de patrícios” da antiga Roma, conseguem escapar. É, mas há os poucos que antecedem o estrondo das bombas e se salvam. Entre eles, amigo, Jefferson Peres, que sempre saiu ileso e ainda orientava no combater as chamas, evitando por vezes a Casa de uma terrível destruição.
Ido, no percurso natural da vida, para outro plano, não poderei mais, daquela figura miúda, sentir a luta por um país próspero, justo e digno, o que me esperançava. Epa! corrijo-me, poderei sim, porque dos homens probos e virtuosos vão-se as matérias, mas as atitudes e palavras jamais fenecem, ao contrário das demagógicas que apesar de perigosíssimas se exterminam por si só.
Morre o homem, mas como no velho samba de Ataulfo Alves, “fica a fama”, e da fama de Jefferson Peres não precisa dizer mais nada. E, juntada às de poucos vivos e mortos, servirá como exemplo para transformar o Parlamento Brasileiro de exceção em regra, e mudar meu conceito. |