Autor dos livros Pedra Branca e, mais recentemente Cachoeirinha, Milson do Carmo Nascimento natural de Itapebi na Bahia, nasceu no ano de 1956. Filho de Raulino Teixeira e Maria do Carmo, em sua cidade natal estudou até o primeiro ano do ensino médio e trabalhou no antigo Banco Econômico.Aos 20 anos de idade mudou-se para Brasília onde formou-se em Economia e em Direito pela Universidade Centro Universitário de Brasília. Por concurso público, ingressou no Tribunal de Contas da União (TCU) onde ocupa o cargo de Auditor Federal de Controle Externo desenvolvendo atividades de |
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fiscalização (auditoria) em órgãos públicos federais e em estados e municípios que recebam recursos federais.
No TCU, presidiu a Associação dos Servidores do Tribunal de Contas da União - ASTCU e a União dos Auditores Federais de Controle Externo - AUDITAR, entidade representativa do corpo técnico da Corte de Contas.
Milson tem um grande sonho - "Quero ver minha cidade natal modernizada para oferecer emprego e renda para a população e proporcionar melhores condições de vida à comunidade".
De Brasília, depois do sucesso de lançamento em Itapebi, Caiubi e Ventania, o autor fala ao correspondente em Itapebi ArnaldoReis, dos seus livros e de fatores relevantes à literatura, na atualidade. |
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(ItapebiNet) - Da publicação Pedra Branca a Cachoeirinha, qual a base sobre a qual se conceitua os seus livros?
(Milson) Nas duas publicações, o enfoque principal é o município de Itapebi e região, sendo Cachoeirinha uma obra mais completa, resultante de pesquisa bibliográfica mais aprofundada. Porém, a primeira edição Pedra Branca da Bahia contém, ainda, histórias de algumas famílias da cidade.
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(ItapebiNet) - Diga como nasceu este interesse pela literatura.
(Milson) Acredito que o interesse em escrever advém do hábito da leitura, tanto em razão dos estudos acadêmicos quanto da leitura sem compromisso. Outra influência decorre da prática na elaboração de pareceres e relatórios técnicos no âmbito do órgão federal de controle externo. Aproveitando essa experiência é que resolvi reunir em livro a história de nossa cidade e da região.
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(ItapebiNet) - Você se espelha em algum escritor conhecido?
(Milson) Especificamente em um autor não. Mas, naturalmente, é possível que, mesmo sem ter consciência disso, tenha incorporado o estilo de um ou outro escritor.
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(ItapebiNet) - Como surgiu a idéia para a criação do livro Cachoeirinha?
(Milson) Inicialmente, eu pretendia atualizar a publicação anterior, Pedra Branca da Bahia, com a inclusão de história de outras famílias, mas, diante da dificuldade em obter as informações, passei a pesquisar sobre as origens da formação do nosso município, tendo encontrado relatos que remontam às primeiras décadas do século XIX.
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(ItapebiNet) - Das fontes que você usou para pesquisa, inclui bibliotecas? Cite algumas fontes.
(Milson) O livro Cachoeirinha foi escrito nas horas livres, principalmente à noite, e durante as férias do trabalho. Por isso, não foi possível visitar bibliotecas. Mas, a maioria das obras que necessitei pesquisar, editadas nos séculos XIX e XX, raramente reeditadas, pude adquiri-las em rede de sebos do Brasil, na internet. Algumas obras não encontradas, já estou adquirindo e devo iniciar a atualização para uma futura reedição do livro. Entre as fontes pesquisadas, constam livros, monografias e estudos técnicos.
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(ItapebiNet) - Quais motivos o levaram à mudança entre o primeiro livro e o atual? Você sai do estilo saudosista para um estilo mais didático ou esta obra é uma continuação como cenário do livro anterior?
(Milson) A primeira publicação, Pedra Branca da Bahia, aborda aspectos sociais, econômicos e políticos do nosso município e um pouco da história da cidade e famílias. Já no livro Cachoeirinha, predomina a história da formação do município, desde as suas origens, no limiar do século XIX, até a atualidade, com base sobretudo em relatos de viajantes que passaram pela região.
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(ItapebiNet) Você usa uma estética de linguagem popular, isso atrai o leitor?
(Milson) Certamente. Procurei evitar os rebuscamentos acadêmicos, de modo a proporcionar uma leitura agradável e fluida. Quando pensei em escrever, já tinha em mente como público-alvo principalmente os estudantes, leitores muito exigentes.
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(ItapebiNet) - Com o advento da internet, você vê tendência à extinção de bibliotecas e até mesmo do livro como forma de leitura? Qual a sua opinião?
(Milson) Com o surgimento do computador e da internet, passamos a viver num mundo digitalizado, virtual e, com isso, o livro deixou de ser a única forma de registrar o saber e de transmitir conhecimento. Mas, grande parte das
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informações disponibilizadas na rede de computadores é lançada sem críticas ou comparações, o que pode comprometer a educação. Assim, apesar da importância do computador, o livro como o conhecemos ainda subsistirá.
(ItapebiNet) - Com o passar dos anos, você acha que seu livro continuará atual por muito tempo? E assim sendo, você o vê adotado no ensino escolar, do município?
(Milson) Ao escrever sobre Itapebi, não tive essa pretensão de que o livro viesse a ser adotado como livro didático, mas, que pudesse constituir uma fonte de pesquisa para estudantes e outros interessados. No entanto, uma vez que o livro além de registrar a história do município apresenta outras informações úteis, certamente poderá ser aproveitado, sobretudo nos bancos escolares da região.
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(ItapebiNet) - Você pretende escrever um próximo livro? Existem novos projetos?
(Milson) Ainda não pensei sobre isso. A princípio, continuo pesquisando novas fontes para tornar o livro Cachoeirinha uma obra ainda mais completa, para lançar, no futuro, uma segunda edição, revisada e ampliada. Pretendo ainda ouvir outras pessoas que viveram em Cachoeirinha, ou que trabalharam como tropeiro ou canoeiro na região, para enriquecer de detalhes as informações sobre aquela importante vila, que teve seu apogeu no século XIX.
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(ItapebiNet) - Uma das grandes dificuldades para o escritor é chegar a uma grande editora, você tem essa pretensão?
(Milson) A princípio, não. Isto porque, encontrar uma editora que viabilize um projeto não é tarefa fácil. A morosidade do processo de publicação geralmente desmotiva quem escreve. Além do mais, o editor normalmente seleciona o conteúdo que seja vendável em quantidade passível de gerar lucros para a empresa. Portanto, transformar os originais em um produto comercializável, é muito difícil. Ademais, o conteúdo do que escrevo é de interesse maior para a nossa região.
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(ItapebiNet) -Esse foi o motivo que o levou a editar o livro com seus próprios recursos? E o porquê da distribuição gratuita?
(Milson) Na verdade, sempre pensei em fazer algo em benefício de minha terra natal, e escrever Cachoeirinha foi a forma que encontrei de dar a minha contribuição, de elevar a importância do nosso município. Uma vez que tive a oportunidade de ir para um grande centro (Brasília) e ter obtido êxito nos estudos e sucesso profissional, não poderia esquecer as minhas origens. Por isso, busco agora transmitir os meus conhecimentos, e até mesmo investir parcela de recursos financeiros, em prol dos meus concidadãos. Portanto, eu não poderia comercializar o que tive satisfação em realizar. Foi gratificante caminhar pelas ruas e ofertar o livro, para a surpresa e a gratidão de muitos. Distribuímos quase cinco mil exemplares.
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(ItapebiNet) - Sobre o concurso de redação e o sorteio de microcomputadores, você conta com algum apoio?
(Milson) Não. Essa é uma iniciativa minha e eu não poderia transferir o ônus para outras pessoas. Assim como as despesas com a editoração e impressão gráfica e transporte dos livros, a distribuição dos prêmios será por minha conta.
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(ItapebiNet) - Como você viu a reação do povo itapebiense a seu Livro?
(Milson) Ver o trabalho que realizei, com empenho e dedicação, ser recebido por todos, com tanto entusiasmo, em Itapebi, em Caiubi e na Ventania, foi motivo de alegria. Sobretudo, fiquei bem impressionado ao ver os jovens se interessarem pela leitura e demonstrarem entusiasmo em conhecer a história da cidade onde nasceram ou que escolheram para viver. Isso para mim foi motivo também de orgulho. Agradeço mesmo a todos. |